domingo, 1 de setembro de 2013

Político evangélico ou um evangélico na política?

    Caro leitor, quero iniciar a mensagem de hoje dizendo: antes de estar vereador, fui e sou eleitor. Quero compartilhar a forma que utilizei para votar nas eleições presidenciais de 2010 para assim exemplificar meu modo de conduta e pensamento hoje e durante minha campanha eleitoral.

  Como eleitor, nunca votei em um evangélico por simplesmente ser evangélico, escolhi avaliando-o como cidadão por sua competência, articulação e principalmente levando em consideração seu histórico social, para não optar por um "paraquedista oportunista". 

   Na última eleição presidencial por exemplo, votei na Marina Silva, que por coincidência era evangélica mas nem ela mesmo se vendia assim, entretanto, não foi isso que me fez decidir. Votei pois era uma mulher comprometida com a sustentabilidade o qual me identifico muito e tinha uma histórico de condizente à isso. Sempre disse que votaria nela porque não era uma evangélica política, e sim uma evangélica na política. O político evangélico é apenas um despachante de interesses religiosos, com visão reduzida de interesses, já o evangélico na política é um indivíduo que tem uma consciência de fé, que entrou no mundo político e que não vai viver desse discurso, não vai levantar essa bandeira, não vai tentar ideologizar e se esconder em nome de Jesus, não vai dizer “Deus me revelou que será assim, que tenho que votar assado…”. O evangélico na política vai lá com a cara dele, toma as ações como um homem que é, e por isso sofre suas consequências; se der certo ele rende glórias à Deus, se der errado ele assume o que falou e tem que viver com isso, a decisão foi exclusivamente dele.

     Não sou daqueles, crentes só votam em crentes; então vão dizer que sou contrário que cristãos militem politicamente? Não! Eu sou a favor que militem em seu próprio nome, militem como cidadãos, e como sal da terra que são ( ou deveriam ser), quero se misturem na terra, não formem 'saleirinhos" políticos beneficiando apenas sua comunidade, não é porque é cristão ou meu irmão na fé que sairia dando meu voto. Eu voto em gente boa, com consciência legal, projetos legais, é por aí que fui e sempre pretendo seguir; irmão perdulário, cretino, abusivo , com visão medíocre, não terá nunca meu voto.  

      Sigo e creio em Jesus, aprendo e sou instruído na Igreja Evangélica Assembleia de Deus, cujo o Pastor tem o respeito e é reconhecido na cidade por não se envolver em campanhas eleitorais, pois não levanta nenhuma bandeira barganhando o povo que lhe foi confiado e o evangelho que prega. Sou vereador do povo, realizei minha campanha nos bairros, praças, bares, restaurantes, ruas e acreditem menos na igreja. Paulínia e a igreja onde comungo são testemunhas disso.

     Segue meu discurso resumido que usei em centenas de casa na época de campanha, veja e avalie http://www.youtube.com/watch?v=PIMLzKuv0AQ

Boa noite e bom descanso caros e queridos amigos irmãos e irmãos amigos de perto e de longe!!!

Obrigado pelos retornos carinhosos e encorajadores!
Obrigado por se importarem e orarem!
Obrigado por se repartirem comigo!

3 comentários:

  1. Sábias palavras vereador Danilo Barros, vc é do povo, é um verdadeiro homem público que têm feito a diferença na cidade de Paulínia. Infelizmente algumas poucas pessoas tentam crescer na base da mentira , porém, você têm agido com total respeito à população pautado na ética e na moral . Vc representa a nova geração política de nossa cidade. Confiamos em seu potencial e pode ter certeza que vc têm a benção do próprio Deus.

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  2. Perfeita postura amigo. Eu assino em baixo. Aliás, sua postura é a correta: se colocar, se posicionar frente a uma avalnache de escandalos envolvendo políticos evangélicos. E por que se posicionar como cristão? Simples, para que as pessoas saibam que NEM TODOS SÃO DONADONS E FELICIANOS DA VIDA! Esta postura d emostrar a cara ganha confiança de quem em ti votou e acreditou. Quanto mais nos calamos, mais alimentamos a visão míope de4 que todo político crente é ladrão. Não é se escondendo que mostramos o contrário, mas sim nos mostrando, nos posicionando.

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